Ha três meses eu resolvi mudar e reescrever a minha história. Peguei minhas malas e cruzei um oceano em busca do novo, do inusitado, do amanhã.
Digo para vocês que não foi fácil e continua não sendo. Talvez pela minha vontade de querer me mudar para caber nesse mundo…
Escolhi um caminho e esperei que ele fosse sanar todas as minhas dores,angústias,desassossegos .Mas não foi assim. A vida é construção, ou melhor, desconstrução e muitas vezes me tira do chão. Me desafia a lutar, aceitar, recomeçar. Me abraça e me derruba, me levanta e me estimula.
Sinto uma certa estranheza às vezes, sinto como se eu tivesse trocado a sintonia, sinto-me anestesiado em relação as minhas dores e medos, como se eles não existissem mais.
E vcs querem a verdade?

Eu não sei, talvez nunca existiram, ou talvez deixaram cicatrizes na alma como um recado – “nós fizemos de você mais forte,mais esperto,mais concreto,mais consistente”.As coisas mudam, as coisas passam, nada se perde, tudo se transmuta. E assim vou seguindo, com uma única certeza que não vou mais me mudar para o mundo, vou mudar o mundo para mim. Faz parte disso tudo sofrer, mas sofrer sem aprender é sofrer em vão. Chorar, mas sem assumir que chora é ser fraco.

Não chorar por medo de ser fraco, é covardia.
Amadurecer engloba saber as questões da vida: eu vou ter amigos, eles podem me decepcionar, mas eu vou ter que estar preparado para isso. Eu vou ter namorados, mas tenho que entender que nem tudo, ou todos, é/são para sempre. No fundo, no fundo, tenho que estar preparado para estar sozinho, e ser sozinho. Até porque eu não vim para esse mundo com alguém e muito menos vou morrer de mãos dadas com outro alguém. Eu vim para aprender e evoluir.
E se eu não conseguir fazer nada disso, não faz muito sentido viver, né?

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